sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Sobre rosas e espinhos!




Amor que é amor dura a vida inteira. Se não durou é porque nunca foi amor.

O amor resiste à distância, ao silêncio das separações e até às traições. Sem perdão não há amor. Diga-me quem você mais perdoou na vida, e eu então saberei dizer quem você mais amou.

O amor é equação onde prevalece a multiplicação do perdão. Você o percebe no momento em que o outro fez tudo errado, e mesmo assim você olha nos olhos dele e diz: "Mesmo fazendo tudo errado eu não sei viver sem você. Eu não posso ser nem a metade do que sou se você não estiver por perto."

O amor nos possibilita enxergar lugares do nosso coração que sozinhos jamais poderíamos enxergar.

O poeta soube traduzir bem quando disse: "Se eu não te amasse tanto assim, talvez perdesse os sonhos dentro de mim e vivesse na escuridão. Se eu não te amasse tanto assim talvez não visse flores por onde eu vi, dentro do meu coração!"

Bonito isso. Enxergar sonhos que antes eu não saberia ver sozinho. Enxergar só porque o outro me emprestou os olhos , socorreu-me em minha cegueira. Eu possuia e não sabia. O outro me apontou, me deu a chave, me entregou a senha.

Coisas que Jesus fazia o tempo todo. Apontava jardins secretos em aparentes desertos.

Na aridez do coração de Madalena, Jesus encontrou orquídeas preciosas. Fez vê-las e chamou a atenção para a necessidade de cultivá-las.

Fico pensando que evangelizar talvez seja isso: descobrir jardins em lugares que consideramos impróprios.

Os jardineiros sabem disso. Amam as flores e por isso cuidam de cada detalhe, porque sabem que não há amor fora da experiência do cuidado. A cada dia, o jardineiro perdoa as suas roseiras. Sabe identificar que a ausência de flores não significa a morte absoluta, mas o repouso do preparo. Quem não souber viver o silêncio da preparação não terá o que florir depois...

Precisamos aprender isso. Olhar para aquele que nos magoou, e descobrir que as roseiras não dão flores fora do tempo, nem tampouco fora do cultivo.

Se não há flores, talvez seja porque ainda não tenha chegado a hora de florir. Cada roseira tem seu estatuto, suas regras...

Se não há flores, talvez seja porque até então ninguém tenha dado a atenção necessária para o cultivo daquela roseira.

A vida requer cuidado. Os amores também. Flores e espinhos são belezas que se dão juntas. Não queira uma só. Elas não sabem viver sozinhas...

Quem quiser levar a rosa para sua vida, terá que saber que com ela vão inúmeros espinhos.

Mas não se preocupe. A beleza da roza vale o incômodo dos espinhos... ou não.

Pe. Fábio de Melo

terça-feira, 14 de setembro de 2010

A outra!




O telefone toca sempre depois da meia noite, só pra saber como você está.
As conversas sempre interrompidas no meio porque alguém está chegando e não pode ouvir ou desconfiar.
Telefonemas suprimidos, números desconhecidos, nunca são atendidos e se forem quem fala primeiro é quem liga, nunca você.
Cinemas, praias, festas familiares não são bons lugares, muitas pessoas, probabilidade enorme de conhecidos. Na rua dois desconhecidos, no quarto duas almas ardentes em brasa.
Feriados, finais de semana, horas contadas, hora certa para se amar alguém.
Hora exata para o começo e para o término da felicidade.
Como aguentar? Porque continuar? Porque não continuar?
Por que alguém se submete a dividir o amor que poderia ser somente seu com outra pessoa?
Seria alguma forma de autodefesa? Ou extrema necessidade de amar alguém?
Às vezes você é bem mais compreendido por quem não pode manter uma relação verdadeira com você, os diálogos parecem mais sinceros, os sentimentos embora conflitantes parecem mais verdadeiros, não há expectativas na relação, não a jogos, não a mentiras todos sabem onde estão pisando, todos sabem o real motivo de estarem ali.
Por ser poucas vezes, por tão pouco tempo parece que tudo é bem mais elaborado, voraz.
Não existe a necessidade de mentir! Vai ver o grande segredo da relação e a ausência de mentiras, naquele momento, naquela hora incerta em que dois corpos somente se prometem amar, sem pensar nas conseqüências de suas ações, no sofrimento de suas ações.
No momento melhor ser amada com hora marcada, do que ficar em terrível questionamento sobre relações que tem tudo para dar certo porem são fadadas ao fracasso sem motivos aparentes.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Homens Bananas x Homens de Verdade.


Acordei bem cedo hoje, não sei porque não consegui dormi nada a noite. Sabe quando uma coisa fica martelando na sua cabeça?

Isso sempre ocorre. Agente se pré - dispõem a não criar expectativas sobre as coisas ou até mesmo sobre as pessoas, mais no fim acaba dando aquela entrada para alguém ou alguma coisa que você acha que poderia dá certo e o fim acaba sendo sempre o mesmo, não dá certo. São pequenas coisas que a pessoa fala ou pequenas atitudes que que ela não têm que acabam pondo por terra todas aquelas qualidades interessantes que você visualizou nela. Agente, se pergunta onde foi parar aquela pessoa legal e sincera por quem eu me interessei?

Eu simplismente não tenho paciência pra jogos, pra mim ou você quer ou você não quer, não existe essa de meio termo, talvez se todas as pessoas fossem assim verdadeiras com os seus sentimentos, não existiria tanta gente no mundo perdendo a fé em coisas realmente importantes como o amor e as amizades

Esse texto da Fernando Mello parece que traduz tudo que eu tenho vontade de gritar pro mundo hoje pois infelizmente eu só encontro homens bananas.

Homens Bananas x Homens de Verdade.


"Meninas, o negócio é o seguinte. Homem que é homem tem que ter coragem. Coragem pra ser homem. Coragem pra assumir seus defeitos. Coragem pra mostrar suas fragilidades. Coragem até pra terminar um namoro. Ah, me poupem! É muita covardia pra minha cabeça! Você olha e lá estão eles: governando empresas, liderando revoluções, resolvendo questões impossíveis, escalando montanhas, desafiando a ciência e a tecnologia... Mas é só o relacionamento esfriar, a dúvida aparecer e... cadê? Eles viram covardes. Se retraem. Somem. Camuflam o medo com frieza e indiferença. (Qual é o sexo frágil mesmo?).
Rapazes, ouçam bem! Preferimos mil vezes que vocês digam (sem muitos rodeios) que estão cansados. Que não nos querem mais. A cair no clichê mais manjado do mundo: o do homem distante. (Existe coisa mais angustiante que isso?). É um tal de não dar notícia. Desmarcar encontros. Inventar desculpas. Dizer que não tem dinheiro... E insistir que aquela velha “amiga” é apenas uma “amiga”. Quando vejo uma situação dessas, penso logo de cara: eles estão subestimando a nossa inteligência?
Agora descobri que não. Eles estão apenas escondendo o medo absurdo que eles têm da gente. Medo da nossa reação. Medo da gente chorar. Rodar a baiana. E afogar o poodle da mãe deles na panela de água fervente.
Eu, por exemplo, nunca afoguei o poodle de ninguém. E aceito passivamente quando um cara termina comigo. Mas se um sujeito começa a fazer hora pra eu perceber suas intenções de fuga... Ai, meu bem, já era... Viro uma onça. (E das bravas).
Gosto de palavras na cara. De frases que doem. De verdades ditas (benditas!). Sou prática em determinadas questões: ou você quer ou não. Acho um stress ficar pensando que, se o cara está distante, é por minha causa. Ou por causa do trabalho. Da família. O que for... Então, não me peçam para ler sinais. (Estou cansada disso!). Me escrevam um bilhete num post-it, eu prefiro. É muito melhor do que ficar no vácuo.
Nós - mulheres românticas e sonhadoras – também sabemos ser objetivas. Não gostamos de perder tempo. Nem queremos queimar nossos neurônios tentando adivinhar o que – na verdade – esses belos moços querem. Francamente, rapazes! Foram VOCÊS que nasceram com culhões. Não é possível que se tornem assim... tão bananas...
Eu sei, eu sei. Estou pegando pesado hoje. Homens têm dificuldade em lidar com as emoções. Com nossa instabilidade emocional. E mesmo assim, continuam sendo fofos (quando querem). E insubstituíveis (quando queremos).
Então, pelo amor que eu tenho a vocês, eu lhes peço (meninos!): SEJAM HOMENS DE VERDADE. Porque nós somos apenas mulheres. E precisamos de vocês."

Fernanda Mello